PROCON/SC reúne representantes de distribuidoras e sindicatos de postos de combustíveis
O encontro, realizado na sede do órgão na capital, serviu para trocar informações e discutir sobre o momento atual em relação aos combustíveis em Santa Catarina. Participaram 10 distribuidoras que atuam no Estado, o Sindicato dos Postos de Combustíveis da Grande Florianópolis e o Diretor do PROCON de Florianópolis, Tiago Silva, com o objetivo de esclarecer a atual dinâmica de abastecimento e a formação dos preços dos combustíveis.
Durante o encontro, foram debatidos os principais fatores que influenciam o preço final ao consumidor, entre eles a oferta nacional e internacional de combustíveis, os custos logísticos, a variação cambial, a necessidade de importação e os reflexos de eventos externos sobre o mercado.
O PROCON/SC questionou os representantes do setor sobre a possibilidade de desabastecimento e sobre os impactos da recente procura intensa nos postos de combustíveis. “É momento de tranquilizar o consumidor. No momento não há informação de desabastecimento. Não há necessidade de filas nos postos, porque a alta procura pode impactar no preço final”, destaca Michele Alves, diretora do Procon estadual.
O representante da Distribuidora Brasileira de Petróleo (DIBRAPE), Rafael Evaristo, explicou que o setor vive, atualmente, o que chamou de “super demanda”. “O mês de março tem muita demanda de combustível no Brasil principalmente por causa da safra. A possibilidade da greve dos caminhoneiros gerou uma corrida aos postos para abastecer os veículos. Estamos monitorando a situação diariamente e acreditamos que o mês de março seja mais tranquilo para o abastecimento do mercado”, avalia.
Vicente Santanna , Sindicato do comércio varejista de combustíveis, reconhece que o momento está ”dentro da normalidade. “Algumas faltas são pontuais e logo estão sendo sanadas pelas distribuidoras. Seguimos monitorando o fornecimento e trabalhando em conjunto para manter este cenário”, conclui.
A diretora destacou a operação AEQUUS, deflagrada pelo Procon na última terça-feira em 13 cidades catarinenses junto com os Procons municipais, para monitorar preços e a prática de possíveis irregularidades . “Não vamos tolerar abusos principalmente neste momento de atenção que estamos vivendo. As denúncias podem ser encaminhadas aos Procons, onde nossos fiscais irão fazer as devidas apurações”.