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Férias: como sair e voltar sem dívidas?

Muitas famílias que queriam viajar durante as férias de julho e com a recente disparada do dólar já perceberam que pode não ser o momento, isto pode ser um sinal, para repensar antes de viajar e correr o risco de se endividar. Férias é um sonho pessoal e familiar não se deve deixar de tê-las, mas é preciso evitar que este sonho se transforme em um pesadelo, por isso todo cuidado é pouco.

Nós brasileiros temos hábitos de curtir as férias de julho e dezembro, mas não temos o hábito e costume de poupar para que possamos curtir com tranquilidade estas férias. O que fazer então? Sair ou não sair de férias? É necessário sempre planejar os compromissos e saber o que fará nas próximas férias com uma antecedência de pelo menos de 6 a 18 meses, dependendo da viagem e dos gastos.

É fundamental ainda que procure programas e destinos turísticos compatíveis com a renda. Com isso saberá quanto gastar e elaborará um roteiro dentro dessa realidade, isso, é claro, deve ser definido junto com a família, explicando os motivos das limitações dos gastos.Outro grande problema a ser salientado são os riscos que se tem em caso de utilização de cartões de débitos e de créditos, muitas vezes ao utilizar o cartão de débito não temos saldo em conta corrente e neste caso estará utilizando o limite do cheque especial. Cuidado com ‘gasto agora depois dou um jeito’. O uso descontrolado terá como efeito o endividamento com juros altos.

Outro ponto a ser observado são as contas de telefones, é muito comum ligar para parentes e amigos para falar como está a viagem e tudo mais, esta conta pode ficar muito cara, seja objetivo ou mande apenas torpedos e mensagens. Férias não pode ser encarada como despesas e sim como um grande investimento.

Segue abaixo algumas orientações para quem quer fazer a viagem com sucesso:

1. Antes de reunir a família para conversar sobre o sonho da viagem de férias é preciso saber em que situação financeira a família se encontra (endividado, equilibrado financeiramente ou poupador);

2. Após definido o quanto pode investir para o sonho de férias é necessário reunir a família para planejar, inclua as crianças para que crie um clima bacana;

3. Uma vez definidas as preferências de lugares, hora de pesquisar na internet e depois 'gastar sola de sapado', buscando junto às operadoras de viagens os melhores pacotes e vantagens, lembre-se de consultar se tem milhas em seu cartão de crédito, isso pode ajudar a diminuir sensivelmente o custo das passagens;

4. Procure dar os passos de acordo com as condições, é preciso lembrar que muitas foram as famílias que por não planejar financeiramente ao retornar de suas férias tiveram seus sonhos transformados em pesadelos por se endividarem e até chegando à inadimplência;

5. Se for viajar dentro do país de carro, faça uma revisão do mesmo, verifique documentação, seguro, somente dirija se estiver em boas condições físicas;

6. Chamo a atenção para pacotes econômicos com pagamento antecipados, o grande cuidado é pesquisar a operadora de viagem para saber de sua saúde financeira, consultar os órgãos de consumidores para atentar-se quanto a reclamações sobre a mesma;

7. Caso vá viajar para fora do país é fundamental que se adquira a moeda estrangeira daquele país, 80% em cartão pré-pago, 20% em dinheiro em espécie. Caso tenha vários familiares, faça com que todos tenham seus cartões com os limites já pré-estabelecidos e combine que este é o valor de sua cota, oriente quanto dá para cada dia, assim se for criança ou jovem saberão de seus limites;

8. Levar no máximo dois cartões de créditos, com vencimentos próximos e posteriores a data da viagem, lembre-se de informar a operadora de cartões para que saiba que estará fora do país durante o período;

9. Evite utilizar o cartão de crédito em caso de viagem fora do país, pois, quando do pagamento terão a conversão da moeda e um custo de 6,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), também se assegure de ter um seguro viagem;

10. Qualquer que seja a viagem, do total do valor gasto deverá levar uma reserva de 30% à 50% a mais, lembro que imprevistos e surpresas como passeios de última horas, presentes, lembranças, sempre acontecem. Caso tenha encomendas para trazer, procure sempre receber o dinheiro antes de quem encomendou.

Notícia publicada em 30 de junho de 2012 – Fonte: www. consumidormoderno.uol.com.br – Por: Reinaldo Domingos que é educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico.





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